NOVO ACORDO COMERCIAL ENTRE O MERCOSUL E A UNIÃO EUROPÉIA
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A União Europeia (UE) e o bloco do Mercosul—composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai—finalizaram um amplo acordo de livre comércio em 6 de dezembro de 2024, após anos de negociações. Este acordo pretende criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, abrangendo aproximadamente 25% do PIB global.
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Principais componentes do Acordo Comercial UE-Mercosul:
Redução de tarifas: O acordo eliminará tarifas sobre uma parte significativa dos bens comercializados entre as duas regiões. A UE removerá taxas sobre todos os produtos industriais ao longo de um período de transição de até 10 anos. O Mercosul eliminará tarifas sobre mais de 90% das exportações da UE, incluindo automóveis, máquinas, produtos químicos e farmacêuticos.
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Produtos agrícolas: A UE liberalizará 82% das importações agrícolas do Mercosul, enquanto o Mercosul removerá tarifas sobre 93% dos produtos agrícolas da UE. Serão estabelecidas cotas específicas para produtos sensíveis.
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Compromissos de sustentabilidade: Ambas as partes se comprometeram a cumprir o Acordo de Paris sobre mudanças climáticas. O tratado inclui compromissos para interromper o desmatamento até 2030 e estabelece mecanismos para resolução de disputas relacionadas a padrões ambientais.
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Serviços e compras governamentais: O acordo aborda barreiras em setores como telecomunicações, finanças e transportes. Também abre os mercados de compras governamentais, permitindo que empresas da UE e do Mercosul concorram a contratos públicos em ambas as regiões.
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Reações e implicações:
O acordo gerou reações mistas. Os defensores argumentam que ele fortalecerá os laços econômicos e proporcionará oportunidades significativas para empresas em ambas as regiões. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, destacou a importância do acordo em meio a tensões comerciais globais, ressaltando seu papel no fortalecimento das relações bilaterais tradicionais e no apoio ao multilateralismo.
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No entanto, houve forte oposição, especialmente no setor agrícola da UE. Agricultores de países como Espanha, República Tcheca e Eslováquia protestaram, expressando preocupações de que a chegada de importações mais baratas da América do Sul possa prejudicar os produtores locais. Esses protestos refletem o receio de que diferentes padrões de produção possam colocar os agricultores europeus em desvantagem competitiva.
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Agora, o acordo aguarda ratificação pelos 27 estados-membros da UE, um processo que pode ser desafiador devido aos interesses e preocupações divergentes dentro do bloco.
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